27 de agosto de 2010. Tensão. Um ano de trabalho para um fim de semana. Santa Maria, a cidade onde as juvenis do estado se encontram. Os melhores.
28 de agosto de 2010. A minutos de entrar no palco. 20 minutos. Esse era o tempo pro grupo mostrar tudo que sabia. 20 minutos resumindo um ano de alegrias, de suor, de luta. A descoberta das danças, a tenção: será que vai dar tempo de lembrar de tudo? O medo. É aqui e agora. Ninguém pode tirar isso de nós. 20 minutos que passaram voando. 20 minutos em que não pudemos mostrar tudo que sabiamos.
Madrugada do dia 29 de agosto de 2010. Muito mais tensão. Grupo apavorado. Conseguimos? A gente está entre os 20 melhores do estado? A lista de finalistas começa a ser divulgada. Pavor. Alegria. Tristeza. Não conseguimos.
1 ano de trabalho (o melhor ano de trabalho) que por algum motivo não foi bom o suficiente. Mas o ano foi ótimo. O crescimento do grupo espantava a todos. Amor, a paixão, a garra. Tudo isso foi mostrado nesse ano de trabalho; não conseguimos é verdade, mas isso não quer dizer que não voltaremos.
Segunda, 30 de agosto de 2010. Que posição ficamos? Todos querendo saber. 21º! Sim! dos 20 que passavam pra final ficamos em 21º. Alegria (afinal na última vez que o grupo participou ficou em 46º...) ou tristeza de não ter passado por miseros milésimos?
Trabalho. ensaio, ensaio, pré-estréia e mais ensaio. JuvENART 2011. Santa Maria 19/20/21 de agosto de
2011!
Mais um ano de trabalho. Mais um ano de lutas, vitórias e sofrimento. Pegar entradas e saidas novas a menos de um mês do grande dia. As danças. Ensaios, ensaios e mais ensaios.
O pavor quando descoberto que nós seriamos o 1º grupo a dançar, 'mas vamo que vamo' diziamos, esperançosos que o melhor acontecesse.
19 de agosto de 2011. Saimos as 06h da manhã para, naquela noite, mostrar realmente tudo que sabiamos.
16h: começa a preparação. Peõs pilchaditos. Prendas terminando o cabelo e a maquiagem. Partimos do hotel e vamos ao CDM de Santa Maria. Tensão. Quais seriam as danças? No sorteio caem justo as que nós menos queriamos: Pézinho, Chimarrita e Cana Verde.
Olhamos para a arquibancada. Nossos familiares e amigos torcendo por nós. E mais: 3 dos 5 melhores grupos do estado estavam lá nos vendo.
Começa a apresentação. A felicidade. A harmonia. O sapateio. Tudo de melhor estava acontecendo. Estavamos na saída. A segundos de estourar o tempo. A segundos de abandonar nossos sonhos (mais uma vez). O instrutor desesperado nos mandando sair do palco. Saimos faltando apenas 25 segundos.
A alegria em saber que dançamos bem, e que não importasse o resultado tinhamos feito o nosso melhor.
Sabado 20 de agosto de 2011. Passamos o dia tenso. Será que passamos. O instrutor não tinha tanta certeza, mas algo dentro de mim dizia que sim. Que nós estavamos entre os melhores do estado, mas para ter certeza teriamos que esperar o resultado.
Frio + demora no resultado nos fizeram ir ao hotel descançar se por acaso a gente passasse (mas tudo indicava que não). Mas quem disse que dormimos?? Fomos é pros quartos em bandos esperar o telefonema.
No meu caso estava no quarto em cima do da instrutora (somente o intrutor e alguns membros do musical ficaram no parque). Lá pelas 03h o telefone toca. É a instrutora dizendo se a 'festa tava boa'... Ficamos desesperados! E O RESULTADO?? Nos mandam descer no saguão do hotel. O instrutor chega. O carinha do hotel diz que não dá pra fazer barulho pois os hospedes já estão dormindo: vamos para a calçada na frente do hotel.
Lá a tão esperada noticia: 'depois de um ano de muito esforço, amanhã de manhã vocês vão arrumar a mala e ir pro parque que tem o sorteio das danças'.
Choro. Alegria. Beijos. Comemoração. A GENTE CONSEGUIU! Nós fomos a primeira invernada de danças do anita que conseguiu esse feito.
Na manhã seguinte fomos pro parque ja mais aliviados afinal o nosso objetivo ja havia se concretizado. No sorteio as danças mais fáceis (para nós): balaio, chico sapateado e maçanico.
Infelizmente um erro no balaio nos custos interpretação que nos custou um lugar entre os 10 melhores, mas isso acontece e ano que vem estaremos lá novamente. No domingo. Dançando onde a gente merece.

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