Depois da Meia-Noite
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Aprendizado
Estou passando por uma doença considerável grave. Leucemia. Quando descobri a doença me senti estranho, me senti com um peso em que não sabia o que fazer. Sabia que tinha que me tratar, mas não fazia idéia do que iria acontecer.
Passaram-se quase 7 meses desde aquele dia, e hoje sinto que realmente aprendi o que significa a vida. Antigamente pensava sériamente em coisas materiais, considerava os meus pais uns chatos que não sabiam do que estavam falando e essas bobagens. Mas hoje entendo tudo que me falaram.
Entendo que a vida não é sobre coisas materiais, é sobre momentos. Momentos esses que eu, dentro de um quarto de hospital não convivo mais diariamente. Sei que tudo vai voltar, afinal tudo passa, mas a partir desse momento saberei levar as coisas muito mais tranquilamente que antes.
Não vou fazer cenas se não puder sair, ou se as coisas não sairem como eu desejo; afinal: essa é a vida. Vida. Cheia de altos e baixos, cheia de nuances.
Mas acima de tudo aprendi que nós não somos nada perante o mundo, perante o tempo, perante Deus. Podemos lutar contra o que for, mas na hora em que tivermos que aprender a viver realmente a vida a gente vai aprender. Fico feliz que para mim foi cedo e do jeito que foi (afinal, existe a cura), pois sei assim que saberei aproveitar muito mais a minha vida.
Finalmente saberei viver e dar valor ao que realmente importa.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Mudanças
Não irei entrar em detalher pois não interessa, mas alguns fatos tem me deixado muito triste ultimamente.
Do que eu acreditava ser A amizade não sobrou quase nada, e tudo por conta de motivos bobos, e não. não foi por culpa nossa. Foi por culpa de 3ºs.
Esse 3º nos fez nos distanciar no momento mais importante da vida de um desse grupo. E isso me deixou muito triste.
Houve uma reconciliação (eu até chorei nesse momento haha), mas ledo engano. Acreditei que isso ia ser pra valer, mas apenas algumas semanas depois está pior que nunca. Está num ponto em que estou sofrendo por dentro.
Não sei o que esperar do futuro. Se hoje em dia está assim a coisa vai piorar. E muito.
O que me resta é a saudade. A saudade, e a esperança que tudo volte como era antes.
E eu só quero dizer que: apesar de tudo que está acontecendo, o passado ficou marcado dentro de mim e eu sei que ele ficará lá. Para todo o sempre.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
A Turma
Amigos. Mais que amigos. Irmãos!Imaginem uma turma que está junta desde o pré. Desde os 6 anos de idade, agora com 14 ainda estarem unidos. E que união! A união que deixa-va os professores e diretores da escola malucos. A turma considerada a pior do colégio. Mas acontecesse o que acontecesse nós estariamos unidos. Nós estariamos lá um para o outro.
Quanta coisa aprontamos juntos. P**os da cara com o resultado da gincana, destruimos a barraca em menos de 5min. e deixamos os lixos lá (enfurecendo a direção da escola), matamos aula TODOS juntos (e assinamos o termo por causa disso haha), quantas discussões por motivos bobos, quantas risadas pelos motivos mais sem graça, e hoje em dia, quanta saudade.
Claro! Havia grupos como em toda sala de aula, mas essa turma tinha algo diferente. Tinha algo especial.
Por mais que alguém não fosse com a cara de um ou de outro, todos estavam lá se ajudando.
Por exemplo: eu sou bom em inglês e horrivel em matemática. A gente trocava conhecimentos.
A gente podia ser a turma mais bagunceira, mas também era a turma mais unida, e assustadoramente a melhor turma da escola.
A gente sabia (na maioria das vezes) o momento de conversar e o momento de seriedade. Quem nos visse no recreio e na aula de matemática duvidaria que era a mesma turma.
Na aula super comportados prestando atenção na professora. Já no recreio roubava-mos bergamotas do bosque da escola, faziamos escandalos e fugiamos uns dos outros.
Hoje, um ano depois sinto saudades daquilo. Grande parte da turma continuou junta, é verdade; mas alguma coisa mudou. A gente mudou.
Acabou aquela união. Acabou aquela seriedade nas aulas. Os grupinhos se acabaram. Eu não sei o que aconteceu (na verdade eu sei sim haha), mas só sei que dentro de mim sentirei muitas saudades da 8ª série do scalabrini no ano de 2010. A Melhor turma com que ja convivi. A turma que ficará em meu coração para a eternidade.
Quero por último deixar um recado a todos que participaram dessa maravilhosa turma: adoro todos vocês.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Músicas Disney
101 Dalmatas:
A Pequena Sereia:
quarta-feira, 20 de julho de 2011
juvENART
Madrugada do dia 29 de agosto de 2010. Muito mais tensão. Grupo apavorado. Conseguimos? A gente está entre os 20 melhores do estado? A lista de finalistas começa a ser divulgada. Pavor. Alegria. Tristeza. Não conseguimos.
1 ano de trabalho (o melhor ano de trabalho) que por algum motivo não foi bom o suficiente. Mas o ano foi ótimo. O crescimento do grupo espantava a todos. Amor, a paixão, a garra. Tudo isso foi mostrado nesse ano de trabalho; não conseguimos é verdade, mas isso não quer dizer que não voltaremos.
Segunda, 30 de agosto de 2010. Que posição ficamos? Todos querendo saber. 21º! Sim! dos 20 que passavam pra final ficamos em 21º. Alegria (afinal na última vez que o grupo participou ficou em 46º...) ou tristeza de não ter passado por miseros milésimos?
Trabalho. ensaio, ensaio, pré-estréia e mais ensaio. JuvENART 2011. Santa Maria 19/20/21 de agosto de
2011!
Mais um ano de trabalho. Mais um ano de lutas, vitórias e sofrimento. Pegar entradas e saidas novas a menos de um mês do grande dia. As danças. Ensaios, ensaios e mais ensaios.
O pavor quando descoberto que nós seriamos o 1º grupo a dançar, 'mas vamo que vamo' diziamos, esperançosos que o melhor acontecesse.
19 de agosto de 2011. Saimos as 06h da manhã para, naquela noite, mostrar realmente tudo que sabiamos.
16h: começa a preparação. Peõs pilchaditos. Prendas terminando o cabelo e a maquiagem. Partimos do hotel e vamos ao CDM de Santa Maria. Tensão. Quais seriam as danças? No sorteio caem justo as que nós menos queriamos: Pézinho, Chimarrita e Cana Verde.
Olhamos para a arquibancada. Nossos familiares e amigos torcendo por nós. E mais: 3 dos 5 melhores grupos do estado estavam lá nos vendo.
Começa a apresentação. A felicidade. A harmonia. O sapateio. Tudo de melhor estava acontecendo. Estavamos na saída. A segundos de estourar o tempo. A segundos de abandonar nossos sonhos (mais uma vez). O instrutor desesperado nos mandando sair do palco. Saimos faltando apenas 25 segundos.
A alegria em saber que dançamos bem, e que não importasse o resultado tinhamos feito o nosso melhor.
Sabado 20 de agosto de 2011. Passamos o dia tenso. Será que passamos. O instrutor não tinha tanta certeza, mas algo dentro de mim dizia que sim. Que nós estavamos entre os melhores do estado, mas para ter certeza teriamos que esperar o resultado.
Frio + demora no resultado nos fizeram ir ao hotel descançar se por acaso a gente passasse (mas tudo indicava que não). Mas quem disse que dormimos?? Fomos é pros quartos em bandos esperar o telefonema.
No meu caso estava no quarto em cima do da instrutora (somente o intrutor e alguns membros do musical ficaram no parque). Lá pelas 03h o telefone toca. É a instrutora dizendo se a 'festa tava boa'... Ficamos desesperados! E O RESULTADO?? Nos mandam descer no saguão do hotel. O instrutor chega. O carinha do hotel diz que não dá pra fazer barulho pois os hospedes já estão dormindo: vamos para a calçada na frente do hotel.
Lá a tão esperada noticia: 'depois de um ano de muito esforço, amanhã de manhã vocês vão arrumar a mala e ir pro parque que tem o sorteio das danças'.
Choro. Alegria. Beijos. Comemoração. A GENTE CONSEGUIU! Nós fomos a primeira invernada de danças do anita que conseguiu esse feito.
Na manhã seguinte fomos pro parque ja mais aliviados afinal o nosso objetivo ja havia se concretizado. No sorteio as danças mais fáceis (para nós): balaio, chico sapateado e maçanico.
Infelizmente um erro no balaio nos custos interpretação que nos custou um lugar entre os 10 melhores, mas isso acontece e ano que vem estaremos lá novamente. No domingo. Dançando onde a gente merece.
Vera Loca - Aos Meus Amigos
Hoje já não somos mais tão magros
Nossa memória não é mais a mesma
Nosso forte nunca foi a beleza
Isso nunca foi problema eu tenho certeza
Orgulhosamente seguimos bêbados
Orgulhosamente seguimos sonhando
Que seremos eternos
Nossos filhos serão os jovens
E nós os modernos
Quem inventou a razão a emoção desconhece
Criamos a falsa impressão que só o corpo que cresce
Sofremos juntos com a dor dos amigos
A amizade é maior do que tudo já diziam os antigos
Orgulhosamente seguimos bêbados
Orgulhosamente seguimos sonhando
Que seremos eternos
Nossos filhos serão os jovens
E nós os modernos
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Mauro Moraes - Com o Violão Na Garupa
Um caminho afinal
Uma ponta de sol
Um piquete de luz,
Uma pampa rural
Uma chuva teimosa
Uma pedra de sal...
Uma tropa de corte
Uma sorte, uma dança
Um arado, uma canga,
Um atado de cana
Uma junta de bois
Uma chuva sem mal!
Sairei por aí
Com o violão na garupa
A alma cheia de gente,
Meus pertences Guarani!
Que tempos vida, vivi
Levando a dor aos bocejos,
Dá-me um beijo, um gracejo,
Sem medo de sair
Uma benção materna
Uma graça discreta
Uma mágoa sincera
Uma rapa de mel
Uma rima na rédea
Quebrando o chapéu...
Um tostado coiceiro,
Uma rês desgarrada
Uma mata queimada,
Uma cara de casa
Uma prosa de pala
Povoando o papel!
Uma trova em milonga
Uma longa invernada
Uma nova moçada
Uma outra palavra
Um futuro passado
Um espaço vazio...
Uma fala esquisita,
Uma idéia imprevista
Uma volta sem ida
Uma arte na mira
Uma tarde tranqüila
Um causo de rio!
